Tomas Alfredson adaptou ao cinema o livro homónimo de John le Carré, «A Toupeira». Com um naipe de actores genial, o sueco oferece aos cinéfilos um filme deslumbrante, onde a melancolia paira do começo ao fim, mesmo tratando-se de um filme de espionagem. George Smiley (Gary Oldman), o agente criado por Le Carré, é chamado para investigar uma toupeira - um agente duplo dos soviéticos - que se infiltrou no MI6, o serviço secreto britânico. O livro já foi adaptado pela BBC à televisão em 1979, mas ganha um novo fulgor com o trabalho de Alfredson, que consegue transportar os cinéfilos para o mundo dos clássicos da sétima arte. É impossível ver «A toupeira» sem compararmos a sua realização aos grandes filmes do passado.«Apesar de ser um filme de e sobre espiões, não espere encontrar perseguições, tiros, correrias e afins, palavras obrigatórias nos filmes de hoje no entretenimento. De forma pausada, tranquila e regular, o sueco rende-se por completo à história de Le Carré e consegue transpor a essência do livro para o filme, algo que muitos poucos realizadores conseguem assumir. E esse é o melhor elogio que podemos dizer sobre «A toupeira», já que o livro é só por si uma obra-prima do suspense.»
Recordamos que de John Le Carré, pseudónimo de David John Moore Cornwell, autor britânico, são já filmes adaptados das suas extraordinárias obras:
- O espião que veio do frio; O alfaiate do Panamá; O jardineiro fiel; A casa da Rússia; A garota do tambor e agora A toupeira.
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Fonte: DiárioDigital
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