O filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço foi, na passada segunda-feira, distinguido com o Prémio Pessoa que desde 1987 premeia figuras com um papel relevante nas áreas da cultura e da ciência. O anúncio foi feito, no Palácio de Seteais em Sintra por Francisco Pinto Balsemão, que preside ao júri constituído por Fernando Faria de Oliveira, vice-presidente, António Barreto, João Lobo Antunes, Mário Soares e outros.O júri referiu em comunicado “a generosidade e a modéstia desta sabedoria, que tendo deixado uma marca universal nos estudos portugueses e nos estudos pessoanos, nunca desdenhou a heterodoxia nem as grandes questões do nosso tempo e da nossa identidade. Num momento crítico da história e da sociedade portuguesa, torna-se imperioso e urgente prestar reconhecimento ao exemplo de uma personalidade intelectual, cultural, ética e cívica que marcou o século XX português ao longo de décadas de dedicação, labor e curiosidade intelectual, que o levaram à constituição de uma obra filosófica, ensaística e literária sem paralelo”.
Os escritores Herberto Hélder, Vasco Graça Moura, a pianista Maria João Pires ou o bispo D. Manuel Clemente, foram alguns dos nomes premiados com o galardão que comemora este ano o 25º aniversário. O júri – diz querer ir contra «uma velha tradição nacional» de apenas reconhecer postumamente os autores de grandes obras e promover o seu reconhecimento em vida – destacou a sua «cultura de rigor».
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Fonte: Jornal Público
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